"A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem..." (Guimarães Rosa)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Espero sua ligação. Não aquela de todos os dias, em que conversamos sobre a rotina, a chatice das pessoas e do mundo, a sorte de estarmos juntos. Espero a ligação em que serão ditas as verdades, aquelas que não gostamos de ouvir mas precisamos, sabe? Não consigo acreditar em nós, meu amor. E eu sei que você também não. Isso está tão claro. Eu sei que você gosta de mim, não precisa me lembrar disso. Essas coisas nem precisam mesmo ser ditas. A questão é que você não é pra mim, assim como eu não sou pra você. Estamos ambos preenchendo vazios no coração um do outro. Cheguei rápido demais na sua vida e você se atrapalhou, eu entendo. Você também surgiu depressa demais e eu precisava me libertar! Agarrei essa chance com todas minhas forças. Ninguém gosta de sofrer, meu querido. Fomos usados e agora estaremos livres, não será melhor assim? Não sei quando terei coragem de dizer tudo isso, mas não posso esperar. "Não se fazem mais happy ending como antigamente",não é mesmo?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A música começa. Os olhos se encontram. Nenhum dos dois lembra mais o motivo de tanta espera. Eles queriam, eles se queriam! Uma vontade de chegar mais perto. Enfim, o beijo. Ah, funcionou como um “start”. Agora é vida real. Um futuro espera por eles... Mas, ei, não há o que pensar agora. Eles estão juntos depois de tanto tempo, é o que importa. Enquanto ninguém aperta o “stop”, deixa que eles se gostem, se curtam, se aproveitem, vai.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cansei de cinema, quero vida real. Cansei de competir com outras histórias, quero criar a minha.

domingo, 5 de setembro de 2010

"Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo." (Tati Bernardi)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Eu não sei dizer o que sinto, mas já me acostumei com o jeito, com a voz, já sei suas manias, já compreendo seus comportamentos... e apesar do contato pessoal ter sido - e é - tão pouco, tão ingênuo, foi marcante, é inesquecível e sempre vai ser. Porque a intensidade do sentimento que confunde com a amizade, devido à cumplicidade e à facilidade de desenvolver boas conversas se mistura com a falta que me faz quando escuto outras vozes e a dele demora a chegar. Como já disse, não sei explicar, mas sei que fico feliz quando me liga fora da hora combinada apenas pra dizer que precisava ouvir minha voz, fico feliz por isso, porque eu também precisava ouvir a voz dele. A voz dele me faz bem. Não sei explicar, mas sei que mesmo se mudar, não pode mudar muita coisa, porque o que a gente sente é recíproco, mesmo sendo inexplicável e mesmo nos deixando sem entender o que é. Que seja amizade, seja o que for, só pode mudar pra melhor." (Lizianne Houly)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Posso passar um tempão pensando, analisando as possibilidades e recapitulando todos os detalhes. Não sei. Continuo não sabendo. E é sempre tão difícil. "Que coisas são essas que me dizes sem dizer, escondidas atrás do que realmente quer dizer?" Não estou sentindo nada. É cedo demais ou... Meu Deus, será tarde demais? Parece que estou presa em algo tão doentio que a ficar sem isso, prefiro continuar só... pelo menos por um bom tempo. Mas, como eu disse, não sei nem mesmo o que está acontecendo. Como discutir, então, algo tão desconhecido, tão novo? Meu coração diz que não. Mas, por outro lado, minha razão grita que sim. Surge como uma saída, uma válvula de escape, uma esperança, last chance.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010




"Nós tínhamos uma coisa que chamo de 'identificazzione di una donna'. Era uma aproximação de alma que rolava comigo, com você (...) pessoas sensíveis, que têm uma alma parecida. As coisas que a gente escolhia para enxergar nesse mundo eram parecidas. Apontávamos para os mesmos lugares (...) Eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim." (Caio Fernando Abreu)